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Sou uma apaixonada por artes e me interesso por assuntos variados como saúde e moda, então misturei alguns temas que gosto para montar as postagens deste blogger.

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06/02/2012
 Somos filhos de Deus pela fé em Jesus. (Gálatas 3.26)

 Disse Jesus: “Os últimos serão os primeiros e os primeiros, últimos; pois muitos são chamados, mas poucos escolhidos”. (Mt. 20.16)

 Há muitos planos no coração do homem, mas a vontade do Senhor que se realiza. (Prov. 19.21)

 De que adianta um homem ganhar o mundo inteiro, se perde e destrói a si mesmo?
(Lucas 9.25)

 Deus dará a vida eterna aos que, com perseverança em fazer o bem, procuram glória, honra e incorrupção. (Rm. 2.7)   

 Aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado, porque a semente de Deus permanece nele. (1Jo. 3.9)

 A morte e a vida estão no poder da língua, e aqueles que a amam comerão do seu fruto. (1Pd. 18.21)

 Vindo a soberba, virá também a afronta, mas com os humildes está a sabedoria.
 (Pr. 11.2)

 Disse Jesus: “De toda palavra frívola que os homens proferirem hão de dar conta no dia do juízo”. (Mt. 12.36)

 Não tenhas inveja do homem violento, nem escolhas nenhum de seus caminhos, pois o perverso é abominação para o Senhor. (Pr. 3.31)

 Quando minhas preocupações se multiplicam, tuas consolações me alegram.
(Salmos 94.19)               

 Disse Jesus: “Pelas tuas palavras serás justificado e pelas tuas palavras serás condenado”. (Mt. 12.37)

 É grande fonte de lucro a piedade com contentamento, pois, nada trouxemos para este mundo e nada levaremos. (1Tm. 6.6-7)

 Disse Jesus: “Amai vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, para que sejais filhos de vosso Pai que está nos Céus.” (Mt. 5.44)

 O amor não porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal. (1 Cor. 13.5)
03/02/2012
                                                       Oscar Wilde

 Todas as tardes, ao saírem do colégio, as crianças costumavam ir brincar no jardim do Gigante.
 Era um jardim lindo e grande, com grama verde e suave. Aqui e ali, sobre a grama, apareciam flores belas como estrelas, e havia doze pessegueiros que, na primavera, abriam-se em flores delicadas em tons de rosa e pérola, e davam ricos frutos no outono. Os pássaros pousavam nas árvores e cantavam tão docemente que as crianças costumavam parar de brincar só para ouvi-los.
 - Como nos sentimos felizes aqui! – exclamavam elas.
 Certo dia o Gigante voltou. Ele tinha andado visitando seu amigo, o ogre da Cornualha, e ficara sete anos com ele. Depois de sete anos ele já havia dito tudo que tinha para dizer, já que sua conversa era limitada, e resolveu voltar para seu próprio castelo. Ao chegar, ele viu as crianças brincando no jardim.
 - O que é que vocês estão fazendo aqui? – gritou ele com uma voz muito ríspida, e as crianças saíram correndo.
 - O meu jardim é o meu jardim – disse o Gigante. – Qualquer um pode compreender isso. Eu não vou permitir que ninguém brinque nele, a não ser eu mesmo.
 De modo que ele construiu um muro alto em torno do jardim e colocou um cartaz de aviso.
OS INVASORES
SERÃO
PROCESSADOS
 Ele era um Gigante muito egoísta.
 As pobres crianças agora não tinham mais onde brincar. Elas tentaram brincar na estrada, mas a estrada era muito poeirenta e cheia de pedras duras, e elas não gostavam. Começaram a passear em torno do muro depois das aulas, conversando sobre o lindo jardim que ficava lá dentro. “Como éramos felizes lá!”, diziam uma ás outras.
 Então chegou a Primavera, e por todo o país apareceram pequenas flores e pequenos pássaros. Só no jardim do Gigante Egoísta é que continuava a ser inverno. Os passarinhos não gostavam de cantar lá, porque não havia crianças, e as árvores se esqueceram de florescer. Uma vez uma flor bonita chegou a brotar, mas ao ver o cartaz de aviso ficou com tanta pena das crianças que se enfiou de volta no chão e adormeceu. Os únicos que estavam contentes eram a Neve e o Gelo.
 - A Primavera se esqueceu deste jardim – eles exclamaram -, de modo que podemos viver aqui o ano inteiro.
 A neve cobriu toda a grama com seu manto branco, e o Gelo pintou todas as árvores de prata. Eles convidaram o Vento do Norte para se hospedar com eles, e ele veio. Todo enrolado em peles, rugia o dia inteiro pelo jardim, derrubando as chaminés com seu sopro.
 - Este lugar é ótimo – disse ele.  – Nós precisamos convidar o Granizo para vir fazer uma visita.
 E o Granizo apareceu. Todos os dias, durante três horas, ele matracava no telhado do castelo até quebrar quase todas as telhas, e depois corria, dando voltas pelo jardim o mais depressa que podia. Sempre vestido de cinza, soprava gelo para todo lado.
 - Não entendo porque a Primavera está demorando tanto a chegar! – disse o Gigante Egoísta, sentado junto à janela e olhando para seu jardim frio e branco. – Espero que o tempo mude logo.
 Mas a Primavera não apareceu, nem o Verão. O Outono trouxe frutos dourados para todos os jardins, mas nenhum para o do Gigante.
 - Ele é muito egoísta – disse o Outono.
 De modo que ali ficou sendo sempre inverno, e o Vento Norte e o Granizo, a Neve e o Gelo dançavam em meio às árvores.
 Certa manhã, o Gigante estava deitado, acordado, na cama, quando ouviu uma música linda Soava com tal doçura em seus ouvidos que ele até pensou que deviam ser os músicos do Rei que passavam. Na realidade era apenas um pequeno pintarroxo cantando do lado de fora de sua janela, mas já fazia tanto tempo que ele não ouvia um só passarinho em seu jardim que aquela parecia ser a música mais bonita do mudo. E então o Granizo parou de dançar sobre a cabeça dele, e o Vento do Norte parou de rugir, e um perfume delicioso chegou até ele, através da janela aberta.
 - Acho que finalmente a Primavera chegou – disse o Gigante. – E, pulando da cama, olhou par fora.
 O que ele viu?
 A visão mais bonita que se possa imaginar. Por um buraquinho no muro as crianças haviam conseguido entrar, e estavam todas sentadas nos ramos das árvores. Em todas as árvores que ele conseguia ver havia uma criança. E as árvores estavam tão contentes de terem as crianças de volta que se cobriram de flores, balançando delicadamente os galhos, por cima da cabeça da meninada. Os passarinhos voavam de um lado para outro, chilreando de prazer, e as flores espiavam e riam. Era uma cena linda, e só em um canto é que continuava as ser inverno. Era o canto mais distante do jardim, e nele estava de pé um menininho. Ele era tão pequeno que não conseguia alcançar os ramos da árvore, e ficou andando em volta dela, chorando, muito sentido. A pobre árvore continuava coberta de neve e de gelo, e o Vento do Norte soprava e rugia acima dela.
 - Sobe logo, menino! – dizia a Árvore, curvando os ramos o mais que podia. Mas o menino era pequeno de mais.
 E o coração do Gigante se derreteu quando ele olhou lá para fora.
 - Como eu tenho sido egoísta! – disse ele. – Agora já sei por que a Primavera não aparecia por aqui. Eu vou colocar aquele menininho em cima daquela árvore, depois vou derrubar o muro, e meu jardim será um lugar onde as crianças poderão brincar para sempre e sempre.
 Ele estava realmente arrependido do que tinha feito. E assim, desceu a escada, abriu a porta da frente com toda a delicadeza, e saiu para o jardim. Mas quando as crianças o viram ficaram tão assustadas que fugiram, e o inverno voltou ao jardim. Só o menininho pequeno é que não fugiu, porque seus olhos estavam marejados de lágrimas e não viu o Gigante chegar. E o Gigante aproximou-se de mansinho por trás dele, pegou delicadamente em sua mão e o colocou em cima da árvore. A árvore imediatamente floresceu, e os passarinhos vieram cantar nela; o menininho esticou os braços, passou-os em torno do pescoço do Gigante e o beijou. Quando viram eu o Gigante não era mais mau, as outras crianças voltaram correndo, e com elas veio a Primavera.
 - Agora o jardim é de vocês, crianças – disse o Gigante. E pegando um imenso machado, derrubou o muro. Quando toda a gente começava a ir para o mercado, ao meio-dia, lá estava o Gigante brincando com as crianças no jardim mais bonito que todos já haviam visto.
 Elas brincavam o dia inteiro, mas quando chegava a noite despediam-se do Gigante.
 - Mas onde está seu companheirinho? – perguntou ele. -  O menino que eu botei em cima da árvore.
 O Gigante gostava dele mais do que de todos os outros, porque ele lhe havia dado um beijo.
- Nós não sabemos – responderam as crianças. – Ele foi embora.
- Vocês têm de dizer a ele para não deixar de vir aqui amanhã – disse o Gigante.
 Mas as crianças disseram que não sabiam onde ele morava, e que jamais o haviam visto antes. O Gigante ficou muito triste.
 Todas as tardes, quando acabavam as aulas, as crianças iam brincar como Gigante. Mas o menininho de quem o Gigante gostava nunca mais apareceu. O Gigante era muito bondoso com todas as crianças, mas sentia saudades de seu primeiro amiguinho, e muitas vezes falava nele.
- Como eu gostaria de vê-lo! – costumava dizer.
 Os anos  se passaram, e o Gigante ficou mais velho e fraco. Ele já não conseguia brincar direito, e então ficava sentado em uma poltrona enorme, olhando as crianças que brincavam e admirando seu jardim.
 - Tenho tantas flores lindas – dizia ele -, ma as crianças são as flores mais bonitas de todas.
 Certa manhã de inverno, ele olhou pela janela enquanto se vestia. Agora já não odiava o inverno, pois sabia que este era apenas a Primavera enquanto dormia, e que as flores estavam descansando.
 De repente ele esfregou os olhos, espantado, e olhou, e olhou, e olhou. Era por certo uma visão maravilhosa. No cantinho mais distante do jardim havia uma árvore toda coberta de flores brancas. Seus ramos eram dourados, carregados de frutos de prata, e debaixo deles estava o menininho que ela amava.
 O Gigante correu pelas escadas, com a maior alegria, e saiu para o jardim. Cruzou depressa o gramado e chegou perto do menino. E quando chegou bem perto, seu rosto ficou rubro de raiva, e ele disse:
- Quem ousou te ferir?
 Nas palmas das mãos da criança estavam as marcas de dois pregos, como havia marcas de dois pregos em seus pezinhos.
 - Quem ousou te ferir? – gritou o Gigante. – Dize-me, para que eu possa tomar de minha grande espada para matá-lo.
 - Não – respondeu o menino -, pois essas são as feridas do Amor.
 Quem és? – perguntou o Gigante, e quando o temor apossou-se dele, ajoelhou-se diante da criança.
 A criança sorriu para o Gigante e lhe disse:
- Você me deixou, certa vez, brincar em seu jardim, e hoje você irá comigo para o meu jardim que é o Paraíso.
Naquela tarde, quando as crianças chegaram correndo, encontraram o Gigante morto, deitado debaixo da árvore, todo coberto por flores brancas.



23/01/2012
O Homem Nu
Fernando Sabino

 Ao acordar, disse para a mulher:
— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa.  Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.
— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.
— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém.   Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago.
 Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão.  Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.
 Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos:
— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa.
 Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.
 Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares...  Desta vez, era o homem da televisão!
 Não era. Refugiado no lanço da escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:
— Maria, por favor! Sou eu!
 Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo... Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada. Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão.
 Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.
— Ah, isso é que não!  — fez o homem nu, sobressaltado.
 E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pêlo, podia mesmo ser algum vizinho conhecido... Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!
— Isso é que não — repetiu, furioso.
 Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar. Respirou fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar o botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador.  Antes de mais nada: "Emergência: parar". Muito bem. E agora? Iria subir ou descer?  Com cautela desligou a parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu.
— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si.
 Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho:
— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso.  — Imagine que eu...
 A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:
— Valha-me Deus! O padeiro está nu!
 E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:
— Tem um homem pelado aqui na porta!
 Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:
— É um tarado!
— Olha, que horror!
— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!
 Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora, bateram na porta.
— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir.
 Não era: era o cobrador da televisão.
                                         

 A maioria dos jovens considera a política uma atividade para espertalhões que ficam ricos enganando o povo. Eles não deixam de ter alguma razão, pois são poucos os políticos que tem compromisso com o serviço do povo.
 A pessoa que tem uma visão negativa da política geralmente fica fora dela. Não realiza uma votação consciente ou então vota em branco ou nulo. Esse desinteresse leva a falta de conhecimento sobre o assunto atraindo então os malandros da política.
 É necessária a conscientização e participação de todos para formar uma sociedade melhor.
 É importante saber:
 Nos regimes democráticos, a ciência política é a atividade dos cidadãos que se ocupam dos assuntos públicos com seu voto ou com sua militância.
 A palavra tem origem nos tempos em que os gregos estavam organizados em cidades-estado chamadas "polis", nome do qual se derivaram palavras como "politiké" (política em geral) e "politikós" (dos cidadãos, pertencente aos cidadãos).
  Políticos, num Estado, são membros do poder executivo e legislativo, e dos governos estaduais e municipais. Eles têm o poder de influenciar na atuação dos órgãos do estado brasileiro. Estão envolvidos na elaboração de leis; na distribuição do dinheiro arrecadado com os impostos; na gestão das empresas do Estado; na fiscalização do funcionamento das repartições públicas que prestam serviço à população.
 O Estado também interfere na religião, na leitura, no pensamento e no conhecimento das pessoas. Ele fiscaliza os cultos religiosos, acompanha atividade de pastores, padres, freiras, entre outros. E abrem processos contra aqueles cuja pregação afeta a ordem estabelecida. Ainda censura livros; peças de teatro; filmes; artes. E estabelece o valor desses produtos.
 Sendo assim o Estado controla direta ou indiretamente toda a informação que chega até você.
 É fundamental entender como a política funciona para escolher corretamente os governantes suprindo a necessidade da comunidade. Para compreender a política é preciso formar um grupo de debate, ler livros sobre partidos políticos, distinguir o político fisiológico e o ideológico, e não somente se informar através noticiários, rádio, TV etc.
O Analfabeto Político
(Bertolt Brecht)

 O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
 O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo
 que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política,
 nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais
e multinacionais.

16/01/2012
 Introdução: é a apresentação do assunto e o posicionamento do autor perante ele. Desse modo há uma afirmação que contém a ideia principal do texto e que deverá ser desenvolvida (seja para confirmar, seja para negar) ao longo dos parágrafos seguintes.
 Desenvolvimento: é o conjunto dos parágrafos que sustentam a tese. Normalmente, em cada parágrafo é apresentado e desenvolvido um argumento, acompanhado das razões e conclusões de um ponto de vista.
 Os argumentos contidos no desenvolvimento devem ser coerentes com a introdução. Deve haver entre essas duas partes elementos de coesão.
 Conclusão: é o parágrafo de fechamento do texto. Na sua composição podem ser empregados três procedimentos básicos: ou a elaboração de uma síntese de tudo o que foi exposto; ou a formulação de propostas para solucionar o problema em discussão; ou uma citação de alguém de prestígio.
10/01/2012



A beleza não é um atributo fundamental

 Entre os mitos do amor — não provados porém muito acreditados — encontra-se o da beleza.
 Diz-se que a paixão pede a beleza para crescer e nosso querido poeta Vinícius de Moraes chegou ao extremo de afirmar: “As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental”. Já na descrição homérica da guerra de Troia, atribuía-se o conflito à beleza de Helena, reforçando a crença no poder da estética e em sua importância para o florescimento do amor.
 No entanto, as coisas não se passam bem assim na realidade. Se a beleza fosse imprescindível para o amor, onde ficariam todos os feios e as feias que conhecemos, provavelmente a maior parte da população? Eles precisariam perguntar ao poeta para que seria a beleza fundamental. Como a beleza é menos frequente do que a feiura, podemos presumir que a maioria formada pelos feios dê valor à qualidade que lhes é ausente e, por essa razão, haveria uma ponderável parcela de pessoas valorizando, até excessivamente, a beleza como qualidade importante na busca de um parceiro. Para confirmar essa hipótese, podemos tomar o exemplo do próprio Vinícius de Moraes, que certamente já não primava pela beleza na época em que criou a famosa frase.
 Frequentemente, vemos casais que nos chamam a atenção exatamente por serem singularmente díspares, pois, enquanto um é muito bonito, o outro é bem o contrário. É provável que isso se deva a um fenômeno bastante comum — a atração dos opostos. Tanto quanto uma pessoa feia pode valorizar a beleza como qualidade que busca em seu parceiro, a pessoa bonita pode se desinteressar por uma qualidade que, para ela, não passa de um dom natural, em geral escassamente apreciado por não ser fruto de um especial esforço, por não ser uma conquista, mas algo recebido, por assim dizer, de mão beijada.
 Na verdade, se pensarmos friamente, a beleza — como característica desejada no parceiro que buscamos — deve vir numa posição não muito destacada, visto que existem muitas outras qualidades que são de fato mais fundamentais quando procuramos nosso companheiro de viagem pela vida. Honestidade, inteligência, capacidade de amar, diligência, generosidade, bondade, disciplina pessoal e saúde são algumas das qualidades que valorizam uma pessoa mais que simplesmente sua formosura. Daí a sabedoria popular afirmar que “beleza não põe mesa”.
 Não resta a menor dúvida de que a beleza abre portas, facilita um primeiro contato, cria uma impressão favorável e uma predisposição positiva nas pessoas. Até porque ela tende a ser vista como a expressão externa de algo interno, ou seja, mostra-se como uma prévia de qualidades a serem percebidas posteriormente. Tendemos a acreditar que uma pessoa é boa e inteligente simplesmente porque é bela. Isso, porém, pode se tornar uma faca de dois gumes na medida em que se passa a esperar um melhor desempenho e um maior leque de qualidades em uma pessoa, apenas pelo fato de ela ser bonita.
 É muito comum encontrarmos entre as mulheres — como corolário do mito da beleza fundamental — um outro mito: o da capa de revista. Muitas mulheres tendem a ficar inseguras quando disputam um namorado com outra que consideram mais bonita ou quando percebem seu homem manifestar interesse por uma mulher do tipo “capa de revista”. Na imaginação, acolhem a ideia de que os homens tenderiam a procurar mulheres especialmente bonitas para serem suas parceiras, o que viria a se encaixar com a ideia de que a beleza seria mesmo a qualidade mais valorizada por eles. Podem até existir aqueles que colocam a beleza em primeiro lugar, mas é muito provável que sejam minoria. A maior parte dos homens está em busca de mulheres com outras qualidades consideradas mais fundamentais.
 A qualidade de fato mais importante está na capacidade de cada indivíduo tirar partido dos aspectos positivos de sua aparência. Com isso, cada um de nós mostra que, mais fundamental do que ser bonito, é revelar uma atitude de amor, carinho e cuidado consigo mesmo. Isso pode ser percebido por sinais exteriores que, por serem realmente mais valiosos do que a beleza natural, acabam se confundindo com ela. O que acontece, muitas vezes, é que uma pessoa se torna atraente e nos parece bonita devido somente às suas outras qualidades.

(Luiz Alberto Py. Caras, 2/3/1995.)
 

 É interessante refletir sobre a vida, então vamos lá, imagine você algo especial, um momento marcante, exemplo: uma floresta (a tranqüilidade) com muitos animais, cachoeira, (são tantos sentimentos bons aflorados quando se percebe as coisas boas existentes); agora pense na devastação dessa floresta, árvores derrubadas, animais mortos, represas sendo construída. Esse desequilíbrio pode ser revertido.
 Todos são especiais e únicos, cada qual passa pelas fases da vida e reage de uma maneira. Ao nascer o homem é tão frágil, depois na infância existe nele uma inocência, mas isso se vai com o tempo e logo chega às dúvidas, os obstáculos, atitudes erradas, enfim isto faz parte, o ruim é o que você faz com o acontecido, no fim resta o amadurecimento.  
 Quando criança o mundo parece “mágico”, não há compreensão da realidade por completo, porém na adolescência surgem os anseios por independência, o que fazer com o agora? Muitos ficam presos por decisões incertas enquanto outros por não arriscar.
 Na fase adulta a busca é por realização de projetos, isso normalmente pode levar a frustração, é fundamental seguir em frente, tendo a consciência tranqüila. Já na velhice há uma avaliação das escolhas, a lembrança de tudo que passou e a aceitação da morte. Qual foi sua contribuição para um mundo melhor?
 Enquanto o ser humano não se descobrir, terá sempre a visão de que o problema se encontra no mundo, nos outros. Desse modo a interação entre as pessoas como meio de tornar o planeta melhor é inexistente.
 Fuja do isolamento, individualismo, medo de perder, da necessidade de ser correspondido, materialismo... Da incompreensão de algo especial chamado amor.